27 dezembro 2008

Caravela Boa Esperança - Lagos


Caravela Boa Esperança
Conhecer os Descobrimentos em ambiente real.
Do Algarve, partiram as primeiras caravelas da epopeia dos Descobrimentos e foi aqui que o Infante D. Henrique inventou as embarcações utilizadas pelos portugueses na exploração dos oceanos. A caravela latina, também conhecida por caravela do Infante ou dos Descobrimentos, foi o navio de origem mourisca escolhido por D. Henrique para as suas aventuras marítimas. Hoje, a Caravela Boa Esperança, uma réplica aproximada da caravela dos Descobrimentos, é um pólo de atracção turística que, à semelhança de tempos idos, promove o Algarve e o país por terras de além-mar. Construída em madeira por especialistas que respeitaram as regras da construção naval do século XV, acrescentando-lhe algum conforto e segurança, a caravela ostenta nas velas latinas o símbolo da Cruz de Cristo e no mastro principal as armas do Infante. A Boa Esperança destina-se à formação na arte de bem velejar, participação em provas e outros eventos náuticos e à investigação do comportamento e manobra das antigas caravelas. Lançada à água a 28 de Abril de 1990, já percorreu mais de 75.000 milhas em visitas aos portos do Norte da Europa e do Mediterrâneo e, em 1992, presidiu à realização da Grande Regata do Atlântico Norte, comemorativa do 5.º centenário da descoberta da América, por Cristóvão Colombo.No final de 2002, e no âmbito das comemorações do aniversário da morte do Infante D. Henrique, realizou uma viagem a Ceuta para reviver o início da expansão portuguesa e a tomada desta praça do Norte de África, por uma armada liderada pelo Infante, em 1415. Além disso, participa em grandes regatas de veleiros e recebe um programa regular de visitas escolares. Passados 15 anos, a caravela continua a percorrer milhares de milhas náuticas por ano e a participar em eventos de animação na região, assumindo-se como uma mais-valia para a promoção turística do Algarve, atraindo a curiosidade dos turistas e do público em geral, que podem subir a bordo para conhecer as glórias de um passado descobridor.